quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Com que medida?



Como mensurar nossa grandeza ou nossa pequenez? Como medir nosso valor e comparado a que? Ou a quem? Como saber como somos vistos, com que régua somos medidos, por que lente somos vistos?
Somos todos os dias solapados por vagalhões de problemas e medidos por centenas de comparações, mesmo que veladamente...
E até mesmo este ‘nós’ ou ‘nossa’, com que parâmetro medimos quem somos ou o nós do texto? Quando uso o nossa, estou apenas mascarando o meu, para que o texto seja inclusivo, mas na verdade os questionamentos sempre são ao meu próprio respeito, apenas escrito de forma que possas te pôr em meu lugar.
Serei medido pela minha altura, bem baixa por sinal, ou pelo tamanho de meu interior? Se comparado ao universo sou poeira cósmica perdida num vácuo de uma teia, ou rede, intergalática...
Serei medido em tempo? Cinquenta anos, meio século ou um suspiro, um sopro que hora estamos, hora já partimos.

Com que lente me olhas, com que régua me medes?
Através de que escala me mensuras?
Podes medir a minha dor?
Conheces a profundidade do meu pensamento?
Sabes o tamanho do meu amor?
Sentes dentro de mim aquilo que sinto?
Com certeza somos mais do que os olhos podem ver...

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Sobre mim aos 50 anos...



                “Ele é aquele que não coube em si próprio, transbordou...”
        Assim começou uma das homenagens que recebi ontem, entre as tantas que recebi pela passagem do meu aniversário. Cada uma importante desde a mais singela até as mais significativas, como as dos meus filhos e da minha esposa...
       Mas esta, em especial, me tocou pela sua precisão. Nunca alguém me definiu tão bem e de modo tão claro definiu minha trajetória:
“Ele é aquele que não coube em si próprio,
Transbordou.
O tempo lhe trouxe espaço,
Elasticidade.
Agora ele é maior.
Inquieto, o olho busca direções não percebidas.
Aonde houver uma nova possibilidade,
Sua alma voará.
Assim é, há 50 anos.”
Rafael Winck Espinoza

        E é assim mesmo que vivi e a definição de um transbordar é a melhor que já ouvi. Estou agradecido, minha alma está cheia de gratidão e alegria por tudo que passei, por tudo que sou e por tudo aquilo que ainda vou viver.
       Embora existam fórmulas e máximas sobre idades e épocas da vida, que digam que aos 30 você será assim, aos 40 de tal jeito e que aos 50 entendemos a vida, a realidade é bem outra.
       A realidade é única e individual, como diz no texto do filtro solar “algumas pessoas de 22 não sabem o que querem da vida, mas alguns quarentões também não”. E eu diria que tem gente de todas as idades começando coisas e renovando a mente assim como tem adolescentes que já morreram pela apatia e mesmo que venham a existir por mais algumas décadas, já não vivem mais...
       Fazer 50 não dói ou muda algo, pelo menos não mais que qualquer outro dia da vida. Não acordamos mais sábios, estávamos aprendendo desde do dia que surgimos na terra. Nem a mente envelhece, pelo menos se nós estivermos nos renovando continuamente, pois ao contrário alguns que não arejam a mente são retrógrados aos 20 anos, hipócritas com 16 e velhos de pensamento com 25.
       Que sempre estejamos inquietos, com o olho buscando direções não percebidas.
Aonde houver uma nova possibilidade, sua alma voará.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Dia da Independência ou Vida de Inseto?



         Na década de 90 lançaram o filme “Independence Day” com Will Smith, que mostrava uma invasão alienígena em nosso planeta. Claro no filme, como sempre os EUA salvaram a terra. Eles usaram um vírus de computador para ‘infectar’ a nave mãe e vencer a ameaça...
         Guardadas as devidas proporções e tolices do filme, fiquei imaginando se hoje, algum ‘hacker’ do bem resolvesse fazer o mesmo na política brasileira?
         Se a gente resolvesse se unir e ‘forçar’ estes invasores que povoam o congresso nacional, cada ministério e seguimento governamental a saírem...
         Se a gente acordasse para a realidade que no ano que vem podemos colocar um vírus, chamado voto consciente e baníssemos os corruptos em todas as instâncias do poder?
         Se a gente percebesse que assim como em um outro filme, na verdade uma animação da Pixar, lembrássemos que feito as formigas trabalhadoras, nos uníssemos contra os gafanhotos destruidores de nossos recursos, poderíamos então vencer...
         Na verdade é bem como o Hino do Rio Grande...povo que não tem virtude passa a ser escravo...estamos sendo escravizados por anões de orçamento outra vez?
         Estamos numa situação tão nojenta que este Geddel, depois de inúmeras vezes voltou a ejacular na cara da nação e ninguém faz nada...
         Onde o ex presidente, atual indiciado/condenado é ainda o mais lembrado na intenção de voto...
         Meu Deus do céu, que o Brasil e o povo brasileiro, volte hoje a sua dignidade e lembre que o Brasil espera que nenhum filho seu fuja a luta e venhamos a dar um basta a esta palhaçada...e acabar com esta Vida de Inseto...

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sobre greves e malas de dinheiro...



        Há uma indignação social diante de tudo que observamos no quadro nacional. Em um apartamento 51 milhões em dinheiro, escondido e associado a Geddel Vieira. Mais do que os bandidos, ladrões de rua conseguiram roubar neste ano no país inteiro, é a maximização do roubo. E ele foi as ruas contra a ‘corrupção’...
        A União não cumpre a constituição e solapa o contribuinte e ainda subtrai 10 reais do salário mínimo. O Estado parcela salários e deixa os professores com 350,00 reais neste mês... Então os professores optam pela greve...
        Acredito que deveríamos, todos nós, fazer uma imensa greve. Não de fome, pois isto eles já estão providenciando. Mas uma greve de votos, negando nosso voto a qualquer um que esteja lá no momento. Uma greve que contraste com a GRAVE situação do país e mostre que o povo não é bobo. Que mostre que vamos impedir isto de qualquer jeito.
        Negue-se a dar seu voto.
        Ou ainda, e junto a esta, uma greve de pagamento de impostos, onde cada um de nós se recusa a pagar todo e qualquer imposto, uma vez que estes só têm servido para aumentar suas contas bancárias e sua cobiça...
        Uma greve de pagamento de impostos é o mesmo que negarmos a eles os seus salários...
        Talvez o que seja necessário é este basta a tudo isto, uma inviabilização da indústria do roubo impetrada pela classe política e que como já disse independe do “P”, pois todos estão envolvidos independentemente do partido.
        Chega, pois quando a gente têm dificuldade para saldar nossas dívidas os juros nos comem, os impostos nos pegam e o salário é parcelado. Talvez esteja na hora de cortar o mal pela raiz...