sábado, 24 de junho de 2017

Sobre quando a morte se move...



         Ontem assisti um pequeno vídeo de um pregador cristão que continha uma frase em especial: Eu sei quando a morte se move...
         Talvez você esteja pensando que todos sabemos, quando vemos pessoas morrendo, mas o que me despertou a reflexão foi que hoje em dia, milhares de pregadores, líderes religiosos e ‘educadores’, chefes e até pais e mães dizem palavras de morte.
         Explico, a cada vez que alguém tolhe, castra, cega e dificulta a caminhada de alguém, seja liderado, filho ou aluno, seja quem for que estiver ouvindo ou assistindo, então a morte estará se movendo...
         A morte se move nas palavras malditas e mal ditas, se move nos sonhos maltratados, nos sentimentos machucados pela exclusão e pela intolerância, pela incoerência e pelo mau em si. Alguns devem se perguntar ou dizer que falam da bíblia e de textos sagrados, mas as escrituras não são um apanhado de acertos de semideuses, nem os discursos atemporais de gente acima do erro, não. As escrituras mostram erros e acertos, gente de carne e osso e parafraseando ela mesma: homens como nós sujeitos as mesmas paixões...
         Ela veio não para ser um manual punitivo, mas uma carta de alforria, não para ser empunhada por legalistas hipócritas para barrar a entrada no céu, fazendo um inferno aqui, mas sim uma sentença de liberdade e de que nossas dívidas espirituais já foram pagas. O evangelho é a boa nova da salvação e do perdão e não a ‘velha má’ dos preceitos de uma lei caduca utilizada por jovens e velhos senis e legalistas, frutos de um ensinamento de homens...
         Foi para liberdade que Ele vos libertou, não voltem a se por outra vez em jugo de escravidão. (Gálatas 5:1)
         E que a unção que Dele recebestes não necessitais que ninguém vos ensine.  (I João 2:27)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Sobre chegar a 100.000



         Há uns cinco anos atrás eu tinha uma centena de amigos no facebook, havia sido lido por 20 mil pessoas no Recanto das Letras e estava saindo do tempo mais obscuro da minha existência. Me refiz.
         Hoje estava mensurando algumas coisas e resolvi escrever este texto, que com certeza me fará passar dos 100.000 views no blog...
         Para me construir, ou reconstruir se preferirem, mas acho que nem de longe hoje sou algo do que já fui, descobri muitas coisas e revi muitos conceitos. Vejo pessoas tentando mostrar o caminho, libertos de alguns barbantes e linhas mas ainda atrelados em correntes, não chegarão a lugar algum...
         Mas voltando ao ponto, hoje tenho dois facebooks um com 5000 e outro com duzentos, criado há alguns dias. Escrevo para o jornal local e estou cursando uma faculdade federal que muito me apraz.
E o que tem isto?
Tem que se acreditamos, se somos sinceros e se nos empenhamos em aprender a vida se torna incrível. Descobrimos que a felicidade não é um alvo, mas uma estrada e que há ainda muito para se descobrir. Descobre-se que quem acha que sabe muito não sabe nada e que os vaidosos sempre se enxergam muito humildes. Que os tolos se consideram sábios e que prisioneiros acham que podem libertar outros.
E que se deve sim acreditar mais e mais e falar a verdade sempre, doendo a quem doer, inclusive na gente mesmo. Mas também que se deve ter algumas dúvidas e questionar sempre se o que estamos vendo não são apenas difusas sombras na parede da caverna.

E que se enxergarmos um pouco mais adiante é maravilhoso, desde que entendamos que ainda não enxergamos o todo, apenas um pouco mais e isto não nos torna especiais, apenas mais lúcidos. E que esta lucidez pode ser apenas um lampejo que logo passa. Que boas ideias todos podem ter, mas o que difere uns dos outros é o quanto executamos do que idealizamos.
Então prossigamos sempre, com o coração em chamas e os olhos bem lá adiante...

terça-feira, 20 de junho de 2017

Sobre atentados e estupidez...



       E aí do nada, alguém atropela propositadamente pedestres. Ou sobe num prédio e atira para matar. Ou ainda explode algum lugar, onde existem crianças e pessoas inocentes...
            Não estou falando de vídeo games, nem de algum filme, estou falando de atos de pessoas (não eram terroristas), pessoas aparentemente comuns, trabalhadores, empresários, pagantes de impostos e alguns até com uma família...
            Pessoas comuns?
            O que leva uma pessoa a subir numa calçada ou entrar no meio de um grupo de ciclistas e atropelar pessoas indiscriminadamente?
            Talvez a gente não compreenda o que leva um homem como este “Osborne” que atropelou muçulmanos que ajudavam um senhor em frente de uma mesquita...
Mas celebramos os santos ‘matamouros’ e as cruzadas, beatificando cavaleiros (não cavalheiros) que saqueavam e matavam ‘mouros’ ou muçulmanos...
Nossos olhos se compadecem com crimes que são longe de nós como este, mas ficam impassíveis diante do tráfico destruindo e assolando. Ficamos calados diante da exclusão ainda praticada contra homossexuais e a segregação racial, até mesmo dentro de igrejas...

Aplaudimos as guerras históricas e celebramos heróis assassinos, sem averiguar qual a sua real grandeza...
Nestes últimos dias, por aqui na região que moramos, aconteceram dois estupros. Um de uma senhora que foi degolada ao fim, o outro de uma menina de 13 anos... Ambos foram presos, assim como o que atropelou os muçulmanos...
O que quero trazer com este texto é isto, porque num contexto nós nos solidarizamos e noutros nem percebemos?
Porque celebramos feitos de morte e destruição?
O que destrói os limites das ditas pessoas comuns?
Será que não é justamente este lixo todo que nos cerca? Será que não é justamente esta porcaria toda que ouvimos, assistimos e acompanhamos na mídia, sem olhar a fonte, sem analisar profundamente a realidade?